Versão impressa ISSN: 1676-1014

Versão on-line ISSN: 2595-1769

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Edição Atual - v46n110 - Jan/Jul, 2026

Helena Rinaldi Rosa; Cleusa Sakamoto; Tania Ayelo Vaisberg; Esdras Guerreiro Vasconcellos

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Palavras-chave:

Lara Campello Vieira1; Esdras Guerreiro Vasconcellos2

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Apesar de ser considerada uma das melhores formações em saúde, a residência médica tem ganhado cada vez mais atenção devido à alta incidência da Síndrome de Burnout em seus residentes. No entanto, com frequência fatores relativos ao adoecimento desses profissionais são relacionados exclusivamente a características individuais isoladas, sem abordar uma perspectiva estrutural do problema. Diante disso, a presente revisão objetiva analisar aspectos culturais do trabalho na residência médica e sua relação com o Burnout nos profissionais envolvidos. A busca pelos trabalhos ocorreu nas seguintes bases de dados: PubMed, Periódicos Capes, Scopus, Science Direct e Biblioteca Virtual em Saúde, utilizando os descritores e operadores booleanos: ("Medical residency" AND "Culture" AND "Burnout"). Foram analisados 27 artigos no total, recorrendo à Análise de Conteúdo segundo Bardin. A partir disso, duas categorias de maior importância foram elencadas: 1) Aspectos culturais do contexto de trabalho na residência médica; 2) Fatores culturais e impactos sobre o Burnout na formação. O estudo contribui para a compreensão da saúde mental de médicos residentes, aponta características da cultura na formação de residência e indica fatores relacionados ao maior ou menor acometimento de residentes pela síndrome. Palavras-chave: esgotamento psicológico; cultura; médicos residentes.

José Tadeu Acuña1; Lúcia Leite Pereira2

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O ingresso de estudantes público-alvo da educação especial no ensino superior tem se ampliado nos últimos anos, exigindo respostas institucionais que garantam sua permanência e conclusão com qualidade, conforme previsto nas políticas públicas educacionais que se ancoram nos princípios da educação inclusiva. Neste contexto, objetivou-se reconhecer as dúvidas de docentes-coordenadores(as) de curso acerca do apoio ao estudante matriculado no curso gerido, a fim de elaborar um conteúdo informativo orientador que responda às suas demandas. A pesquisa, de natureza qualitativa, foi ancorada na Psicologia Escolar/Educacional fundamentada na abordagem histórico-cultural, contou com a participação de sete docentes-coordenadores(as) de curso. A análise permitiu a categorização das demandas em três eixos, a saber: (1) conhecimento técnico sobre deficiências e transtornos; (2) práticas pedagógicas aplicáveis; e (3) protocolos institucionais claros com repartição de responsabilidades. Neste sentido, foi possível informar diretrizes para o ensino baseado no Desenho Universal da Aprendizagem, sugerir ações de mediação entre corpo discente e docente. Concluiu-se que a coordenação de curso ocupa um lugar estratégico na mediação entre estudantes e professores(as), mas não pode ser sobrecarregada, é preciso haver uma política institucional de inclusão clara, bem como apoio de outras instâncias acadêmicas e serviços interdisciplinares.

Palavras-chave: educação inclusiva; psicologia; ensino superior; educação especial.

Gabriella Oliveira Tirado1; Carolina Kulcsar Caravieri2; Maria Cristina Triguero Veloz Teixeira3

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Diversos fatores podem comprometer o desenvolvimento socioemocional infantil, destacando-se as práticas educativas parentais inadequadas. Intervenções estruturadas baseadas na Análise Aplicada do Comportamento vêm demonstrando eficácia na melhora de repertórios parentais e, consequentemente, na promoção da saúde mental de crianças. Este estudo quase-experimental investigou os efeitos de um programa on-line de treinamento parental, composto por quatro encontros semanais de 60 minutos, sobre os estilos e práticas educativas de 33 mães/responsáveis de escolares do 3º e 4º ano de 15 escolas públicas de Embu das Artes. Foram aplicados o Critério Brasil de Classificação Econômica e o Inventário de Estilos Parentais antes e após a intervenção. O teste de postos sinalizados de Wilcoxon indicou melhora estatisticamente significativa na Monitoria Positiva (p = 0,032) e no escore total do IEP (p = 0,036), bem como tendência à redução de Negligência (p = 0,068). Achados reforçam o potencial de treinamentos breve e de forma remota para aprimorar práticas parentais.

Palavras-chave: treinamento parental; problemas emocionais e comportamentais; práticas educativas parentais.

Rafaela Costa Crisostomo1; Fabiano Koich Miguel2

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Esta pesquisa investigou os efeitos das risadas de fundo na percepção de humor e na ativação emocional durante a exibição de um episódio de uma série de comédia. Participaram 40 estudantes universitários divididos em dois grupos: um assistiu ao episódio com risadas de fundo e o outro ao episódio original, sem risadas. Foram avaliados os estados emocionais antes e depois da apresentação, bem como a percepção de comicidade do episódio. Os resultados indicaram uma tendência leve, embora não significativa, de maior aumento na felicidade no grupo que assistiu ao episódio com risadas. Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos na avaliação da comicidade. No entanto, foram encontradas correlações moderadas entre a percepção de humor e alterações emocionais, indicando que maior percepção de comicidade se associou a aumento da felicidade e redução de raiva e medo. Esses resultados sugerem que, embora a presença de risadas de fundo possa exercer um efeito sutil via empatia afetiva, a avaliação cognitiva do episódio desempenha papel mais determinante na experiência emocional. O estudo reforça a importância da interpretação subjetiva na mediação das emoções diante de estímulos humorísticos.

Palavras-chave: emoções; cognição; comediante.

Jimmy Barbosa Pessoa1

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O presente artigo introduz o conceito de economialismo, entendido como um modelo teórico e prático de política econômica voltado ao cuidado com a saúde mental, a sustentabilidade e a justa distribuição de renda. Trata-se de uma abordagem interdisciplinar que visa integrar o bem-estar psicológico dos trabalhadores à produção econômica, promovendo projetos sustentáveis e políticas públicas sensíveis às realidades sociais e ambientais contemporâneas. A metodologia adotada foi qualitativa, de base teórico-reflexiva, com apoio em referenciais da psicologia social, da economia política e da educação crítica. Como resultados, destaca-se a formulação de princípios para uma economia que respeite os limites do crescimento e promova o desenvolvimento humano integral. O conceito de Inter-eras, expressão cunhada pelo autor, também é discutido como pano de fundo para o surgimento desta proposta. Conclui-se que o economialismo articula uma alternativa viável ao modelo neoliberal, com potencial para restaurar laços sociais, fortalecer comunidades e preservar o planeta.

Palavras-chave: saúde mental; sustentabilidade; economia política; políticas públicas; trabalho.

Fatima Cristina Durante Lazarotto1; Antonio Carlos Caruso Ronca2

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Este estudo apresenta uma pesquisa qualitativa que teve como objetivo analisar as habilidades de leitura digital e navegação on-line necessárias para alunos do 3º ano do Ensino Fundamental. Para investigar tais habilidades, a metodologia empregou em uma análise qualitativa, com coleta de dados por meio de instrumentos observacionais, questionários e análise de um teste de leitura e navegação digital. Utilizou-se como instrumento de registro: protocolo verbal, gravações de tela, áudio e vídeo além de anotações de campo efetuadas durante o teste. Este consistiu em uma atividade de leitura em suporte digital, dividida em duas tarefas: navegação e compreensão leitora. Os resultados indicam que muitos alunos não possuem habilidades básicas de leitura digital, revelando lacunas em estratégias de navegação e leitura crítica. Discute-se a necessidade da ação da escola para o desenvolvimento das habilidades de letramento digital para acessar a leitura nos dispositivos eletrônicos. As conclusões apontam contribuições relevantes para o ensino de habilidades de letramento digital, recomendam diretrizes para a implementação de programas educativos, por meio de propostas de uma matriz curricular, além de oferecer subsídios para novos estudos sobre competências de leitura no atual cenário pós-pandêmico.

Palavras-chave: letramento digital; leitura digital; competências de leitura.

Roberto Kanaane1; Angela Teresa Freneda da Silva2; Rose Aparecida de França3; Fernanda Hellen de Sousa4; Valter Fernandes Tavares5

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O presente estudo teve como objetivo identificar a presença de requisitos socioemocionais requeridos no processo de qualificação de Diretores de Escolas Técnicas. Do ponto de vista metodológico, adotou-se a abordagem qualitativa, tendo assumido caráter exploratório e descritivo, de natureza aplicada. A investigação centrou-se na análise documental do Regimento Comum das Escolas Técnicas do Estado de 2013 e 2022; Editais de 2018 e 2023; Provas dos Processos de Qualificação de 2018 e de 2023. Buscou-se o levantamento da literatura científica quanto ao papel do diretor de escola técnica; às competências socioemocionais na gestão escolar; ao processo de seleção de pessoal; e ao processo de seleção e qualificação do Diretor de Escola Técnica. Na análise dos materiais, foi abordado o enfoque reflexivo — uma estratégia que concebe a autorreflexão e a análise crítica dos pesquisadores. Concluiu-se que o objetivo formulado nos levou à identificação de que as competências técnicas foram prioritariamente valorizadas, ao invés das competências socioemocionais. Apesar de a legislação prever essa análise, ela não foi evidenciada na prática. Notou-se que houve um descompasso entre o que foi exigido legalmente e o que foi efetivamente avaliado, indicando um hiato no processo. As contribuições para a Ciência Psicológica se evidenciam no limiar das relações intrapessoais e interpessoais, envolvendo elementos da Psicologia Social e da Psicologia Organizacional, e sua interface com o processo institucional vivenciado no cotidiano emergente da Educação Técnica e Profissional.

Palavras-chave: competências socioemocionais; processo seletivo; liderança educacional; gestão escolar.

Ana Paula Navarro de Vasconcellos1

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O relato de experiência apresenta um programa de cuidado psicológico e estimulação de habilidades socioemocionais com recursos criativos mediante uma oficina com técnicas delimitadas. Participaram da oficina 30 adolescentes de uma escola estadual de Ensino Médio, com idade média de 16,5 anos (DP=0,93), 12 meninos e 18 meninas, outro gênero não foi reportado. A oficina transcorreu durante três meses, perfazendo nove encontros. A fundamentação teórica se apoia na psicologia junguiana com recursos mobilizadores de expressões verbais e não verbais. Observou-se que os adolescentes identificaram emoções dolorosas e prazerosas, abordaram conflitos e dilemas da trajetória de passagem da adolescência, com manifestações de sofrimento, dentre as quais se destacaram estados de ansiedade e vazio emocional, ideações e comportamentos autodestrutivos, preocupações com perdas afetivas, separação, vida e morte. A oficina proporcionou reconhecimento dessas emoções e processamento de autorregulação, desenvolvendo estratégias de autocuidado e reconhecimento de necessidades emocionais. Os adolescentes demonstraram engajamento nas atividades propostas, que lhes permitiram expressar e trabalhar conjuntos de habilidades socioemocionais, entre as quais se destacaram: autoconhecimento, reconhecimento de emoções e nomeação de estados emocionais, reflexão crítica e tomada de decisão responsável, compartilhamento, valorização e qualificação do diálogo, reconhecimento mútuo e empático, construção de vínculos e sentimento de pertença.

Palavras-chave: adolescência; habilidades socioemocionais; psicologia junguiana; escola; criatividade.

Viviane Ramos Rojas1

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No intuito de pesquisar abordagens que se mostrem apropriadas para tratar mulheres que tenham sofrido VPI, optou-se por investigar a técnica do Teatro Terapia, especificamente a Autobiographical Therapeutic Performance – Performance Autobiográfica Terapêutica. A pesquisa teve como objetivo analisar e aferir os efeitos da intervenção com base nessa abordagem, em modalidade breve, em mulheres que sofreram violência pelo parceiro íntimo. Os dados iniciais do grupo clínico (formado por 15 participantes) e do grupo controle (formado por 17 participantes) foram levantados em T0, por meio da Escala de Violência entre Parceiros Íntimos (EVIPI) e de um questionário sociodemográfico e de caracterização da violência sofrida. As participantes do grupo clínico foram avaliadas antes e depois da intervenção (T0 e T1) por meio de múltiplos instrumentos. As participantes do grupo controle foram avaliadas por meio das mesmas escalas com o mesmo intervalo de tempo (T0 e T1). Os resultados quantitativos obtidos por meio das escalas indicaram melhora estatisticamente significativa pós-intervenção nas medidas aferidas no grupo clínico. A análise qualitativa revelou que culpa, vergonha, autoestima rebaixada e depressão apareciam nas cenas realizadas. O trabalho com recursos imaginativos e de dramatização possibilitou trazer à tona o sofrimento e a humilhação decorrentes da violência e a conscientização dos abusos sofridos, fortalecendo o sentido de autoestima e de autonomia por meio do apoio grupal.

Palavras-chave: violência por parceiro íntimo; violência doméstica; Psicologia clínica. teoria junguiana; teatroterapia.

Higor Santos Antunes da Silva1; Vanessa de Oliveira Alves2; Rodrigo Jorge Salles3; Sandra Regina Mota Ortiz4

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No contexto do envelhecimento, especialmente diante do declínio progressivo da saúde e da crescente consciência da finitude da vida, a espiritualidade torna-se um aspecto central para muitos indivíduos. Esse período é marcado por uma busca intensificada pelo sentido da vida. A literatura sobre espiritualidade e saúde cresceu significativamente nas últimas duas décadas, resultando no desenvolvimento de um novo campo de estudo que integra religião, espiritualidade e saúde. Enquanto a religiosidade envolve a participação em atividades religiosas específicas e a adesão a práticas e crenças, a espiritualidade abrange uma busca mais ampla por um significado. Com base nisso, o objetivo é analisar as complexas inter-relações entre espiritualidade, religiosidade e saúde no contexto do envelhecimento populacional. A metodologia adotada tratou-se de uma revisão narrativa da literatura. Os resultados ressaltam que a prática clínica precisa integrar as dimensões espirituais e religiosas de forma sensível e informada. Profissionais de saúde devem ser capazes de acolher as crenças e valores espirituais dos pacientes, considerando-os como parte integrante do cuidado. Estudos mostram que a compreensão inadequada dessas dimensões pode resultar em um atendimento fragmentado e insuficiente, comprometendo o bem-estar geral do paciente. Assim, é essencial que os profissionais de saúde mental, em particular, desenvolvam um entendimento profundo do contexto cultural e religioso em que atuam, reconhecendo tanto os benefícios quanto os possíveis desafios que a espiritualidade pode representar no processo terapêutico.

Palavras-chave: envelhecimento; espiritualidade; religiosidade; saúde integral.

Maria Imaculada Cardoso Sampaio1

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PUBLICAÇÃO OFICIAL DA

ACADEMIA PAULISTA DE PSICOLOGIA

Destina-se à publicação de contribuições científicas e profissionais relevantes no campo da Psicologia, especialmente de natureza histórica.

EDITORES

Esdras Guerreiro Vasconcellos

Esdras Guerreiro Vasconcellos

Tânia Maria José Aiello Vaisberg

Tânia Maria José Aiello Vaisberg

Helena Rinaldi Rosa

Helena Rinaldi Rosa

Cleusa Kazue Sakamoto

Cleusa Kazue Sakamoto

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